Informação para comunidades locais

Ruas limpas não têm de ser ruas mortas

Usar herbicidas ou outros químicos para “limpar” ruas e passeios pode afetar a saúde, a água, os animais e a biodiversidade.

O problema

Em muitas localidades, os químicos ainda são usados para eliminar plantas em ruas, passeios e bermas.

Muitas vezes isto é visto como uma forma de limpeza. Mas não é apenas uma escolha estética: é uma intervenção com impacto ambiental.

Também é um tema que pode ser levado de forma simples às juntas de freguesia e câmaras municipais. Partilhar este site ou o PDF por email pode ajudar a abrir uma conversa mais informada sobre alternativas.

Porque isto importa

💧

Água

Quando chove, parte destes produtos pode infiltrar-se no solo ou ser arrastada para linhas de água.

🐝

Biodiversidade

A vegetação espontânea serve de abrigo e alimento a insetos e polinizadores. Quando é removida de forma sistemática, o espaço fica mais pobre em biodiversidade e perde também parte da sua capacidade de refrescar o ambiente.

👶

Pessoas e animais

Crianças e animais podem contactar com superfícies tratadas sem saberem que foram pulverizadas.

Mitos comuns

Mito

“É só para limpar.”

Realidade

Na prática, trata-se de eliminar vida vegetal com químicos e deixar resíduos no espaço público.

Mito

“É seguro porque é permitido.”

Realidade

Algo ser permitido não significa que seja a melhor opção para uso frequente junto de pessoas, animais e água.

Mito

“Fica mais limpo.”

Realidade

Uma rua sem plantas pode parecer mais limpa, mas também pode significar menos biodiversidade e mais exposição química.

Alternativas melhores

Remoção manual ou mecânica

Capina manual, escovas mecânicas e outros métodos físicos permitem controlar a vegetação sem pulverizar químicos no espaço público.

Gestão ecológica de espaços públicos

Planear a manutenção com critérios ecológicos ajuda a distinguir entre zonas que precisam de intervenção e zonas onde a vegetação pode ser integrada de forma segura.

Aceitação controlada de alguma vegetação espontânea

Nem toda a vegetação espontânea representa um problema. Em muitos locais, uma presença moderada pode ser compatível com segurança, limpeza e biodiversidade.

Manutenção regular sem recurso a químicos

Intervenções mais frequentes e ligeiras evitam o recurso a tratamentos agressivos e reduzem a acumulação de vegetação difícil de gerir.

Referências e documentação

Ligações para documentação oficial e fontes técnicas que ajudam a enquadrar o tema: regras europeias, enquadramento português, monitorização ambiental e exemplos de gestão com menos químicos.

Enquadramento legal

EUR-Lex

eur-lex.europa.eu

Diretiva 2009/128/CE sobre a utilização sustentável dos pesticidas

Texto legal da União Europeia que enquadra a redução de riscos, a proteção da água e a limitação do uso em zonas sensíveis, incluindo espaços frequentados pelo público.

: eur-lex.europa.eu
Política europeia

Comissão Europeia

food.ec.europa.eu

Uso sustentável de pesticidas

Página oficial da Comissão Europeia com síntese da diretiva, planos nacionais, indicadores de risco e informação sobre alternativas e gestão integrada.

: food.ec.europa.eu
Portugal

gov.pt

gov.pt

Autorização para aplicação em zonas urbanas, de lazer e vias de comunicação

Página oficial do Estado sobre a autorização necessária para aplicar produtos fitofarmacêuticos em contexto urbano e em espaços públicos.

: gov.pt
Portugal

DGAV

dgav.pt

Esclarecimento técnico da DGAV para zonas urbanas, de lazer e vias de comunicação

Documento dirigido a entidades públicas e privadas, incluindo câmaras municipais e juntas de freguesia, com esclarecimentos sobre obrigações legais e autorização prévia.

: dgav.pt
Água

Agência Europeia do Ambiente

eea.europa.eu

Pesticidas em rios, lagos e águas subterrâneas na Europa

Indicador europeu com dados de monitorização que mostra deteções acima de limiares de efeito ou qualidade em massas de água superficiais e subterrâneas.

: eea.europa.eu
Polinizadores

EFSA

efsa.europa.eu

Avaliação do risco de produtos fitofarmacêuticos para abelhas

Resumo em linguagem simples da orientação científica revista pela EFSA para avaliar riscos em abelhas melíferas, zangões e abelhas solitárias.

: efsa.europa.eu
Exemplo prático

Ville de Paris

paris.fr

Paris sem produtos fitossanitários

Exemplo municipal de abandono progressivo de produtos químicos em espaços verdes e espaço público, acompanhado de explicação pública sobre a mudança.

: paris.fr

Partilha informação útil

Este projeto pretende ajudar comunidades locais a questionar práticas antigas e a promover alternativas mais seguras. O site e o PDF podem ser partilhados com vizinhos, juntas de freguesia ou câmaras municipais para apoiar um pedido calmo e bem informado.

Descarregar PDF